Santos do dia

Santos do dia

Santo do Dia – 15/01

Santo Amaro, amigo de São Bento OrigensSanto Amaro nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. Exemplo de SilêncioEle foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato. Amigo de São BentoGrande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu. Santo Amaro: uma bela história de vocação e santidadeVocaçãoHistória ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo. PáscoaEle morreu em 15 de janeiro de 584, aos 72 anos. Rezado contra resfriados, reumatismo e gota, contra dores musculares, Santo Amaro tornou-se muito querido pelo povo e venerado como santo taumaturgo. DevoçãoAliás, na viagem para França, conta-se o milagre da multiplicação dos pães num pobre convento que o acolheu, em que os pobres monges, para acolher o santo peregrino, deram-lhe o único pão que restava na despensa, mas, na manhã, por milagre, encontraram a despensa cheia de pão fresco e em abundância por mais de um mês… O símbolo da Eucaristia e da caridade está aqui claro; em muitos países ainda é costume abençoar os sanduíches, símbolo de partilha, na festa do santo. Minha oração“Fiel seguidor de São Bento, rogai por todos os que circundam sob esse mesmo carisma, de modo especial pelas vocações beneditinas e pelos monges que ali vivem, para que também sejam fiéis ao fundador até o fim do mundo. Amém.” Santo Amaro, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 14/01

São Félix de Nola De origem síria, Félix é filho mais velho de Hermias, um soldado sírio que tinha se retirado para Nola, perto de Nápoles, na Itália. Após a morte de seu pai, Felix vendeu quase todos os seus bens e deu para os pobres e passou a seguir a sua vocação clerical. Foi ordenado presbítero pelo bispo Maximus de Nola. Durante as perseguições do Imperador Décius, o velho bispo Maximus, ajudado por Félix, fugiu para as montanhas e Félix foi preso, surrado e torturado para renegar a sua fé. A lenda diz que um anjo o livrou da prisão para que ele cuidasse do bispo doente. Félix escondeu Maximus em uma casa abandonada. Diz ainda a tradição que, quando os dois estavam seguros dentro desta velha casa, uma aranha rapidamente teceu uma enorme teia sobre a porta de modo que todos pensassem que a casa estava abandonada há tempos. Os soldados imperiais por lá passaram e não entraram devido a enorme teia. Com a morte de Décius em 251DC, as autoridades encerraram as perseguições aos cristãos. Após a morte do Bispo Maximus, Félix foi escolhido para ser o bispo de Nola, mas recusou a favor de Quintus, um padre mais antigo e mais experiente. Félix passou a explorar a sua pequena fazenda e dava tudo que nela produzia para os pobres e doentes. A pouca informação sobre São Félix vem de cartas e poesias que enviava para São Paulinus de Nola, que serviu como um porteiro na igreja dedicada a São Félix, e que mais tarde escreveu uma espécie de biografia de São Félix de Nola. Félix faleceu em 255 de causas naturais, mas é normalmente listado como mártir devido às torturas e privações de que foi vítima durante as perseguições aos cristãos. Seu túmulo tornou-se local de peregrinações e vários milagres foram creditados a sua intercessão. Ele é invocado contra doenças nos olhos e picadas de insetos. A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Dácio, Ida e Bv. Pedro Donders e Bv. Odorico de Pordenone. fonte: franciscanos.org.br

Santos do dia

Santo do Dia – 13/01

S. HILÁRIO, BISPO DE POITIERS E DOUTOR DA IGREJA Origens e conversãoAs notícias sobre a vida deste verdadeiro Defensor Fidei são poucas, mas abundantes as obras teológicas que nos deixou. Nascido em uma família abastada gálico-romana e pagã, Hilário recebeu uma sólida formação literária e filosófica. Entretanto, só depois da sua conversão ao cristianismo, – como ele mesmo declarou em uma das suas obras – conseguiu entender o sentido do destino do homem. Com a leitura do prólogo do Evangelho de São João, começou a dar orientação à sua busca interior. Já adulto, casado e pai de uma filha, Hilário recebeu o Batismo e, entre os anos 353 e 354, foi eleito Bispo de Poitiers. Luta contra a heresiaO período histórico, em que Hilário viveu, era caracterizado por um pluralismo religioso e cultural, que, com pesadas polêmicas, colocava em risco o núcleo central da fé cristã. De modo particular, as doutrinas de Ário, Ebion e Fotino – só para citar algumas – encontraram terreno fértil, tanto no Oriente quanto no Ocidente, por difundirem heresias trinitárias e cristológicas, que comprometiam o núcleo central da fé cristã. Com coragem e profunda competência, Hilário começou a sua “luta” contra a polêmica trinitária e, de modo especial, contra o arianismo. Por sua parte, ele afirmava que Cristo podia ser o salvador dos homens, somente como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Neste clima incandescente, Hilário pagou com o exílio seu compromisso pelo restabelecimento da ordem, no pensamento teológico, e pelo retorno da verdade. Exílio e retorno a PoitiersDurante o século IV, sob o império de Constâncio, filho do imperador Constantino o Grande, Hilário escreveu uma súplica ao imperador – Liber II ad Constantium – pedindo-lhe para se defender, publicamente, na sua presença, das acusações que Saturnino de Arles lhe havia imputado, injustamente, considerando-o traidor da verdadeira fé evangélica, que, como tal, o obrigava ao exílio na Frígia – atual Turquia – por quatro anos. Subornado pelos arianos, que queriam se livrar de Hilário, Constantino o manda de volta a Poitiers, onde, ao invés, foi acolhido com triunfo. Ali, retomou suas atividades pastorais, contando com a colaboração do futuro Bispo de Tours, São Martinho, que, sob a direção de Hilário, fundou, em Ligugé, o mosteiro mais antigo da Gália, com o objetivo de deter os efeitos da heresia. Nos últimos anos de vida, Hilário compôs um volume, com comentários de 58 Salmos, como também escritos exegético-teológicos e hinos de teor doutrinal. Entre as suas obras, destaca-se o Comentário sobre o Evangelho de Mateus, o mais antigo em língua latina. Suas obras foram publicadas por Erasmo de Rotterdam, em Basileia, em 1523, 1526 e 1528. Santo Hilário de Poitiers faleceu no ano 367. Palavras de Bento XVIEm 2007, continuando o ciclo de catequeses sobre os Padres Apostólicos, o Papa Bento XVI deteve-se sobre a figura de Hilário de Poitiers, resumindo o núcleo da sua doutrina nesta fórmula do Santo: “Deus não sabe ser nada mais, senão amor; não sabe ser outra coisa, senão Pai. Quem ama não é invejoso; quem é Pai o é na sua totalidade. Este nome não admite acordos, como se Deus fosse Pai, em certos aspectos, e não em outros”. fonte: vaticannews

Santos do dia

Santo do Dia – 12/01

S. ANTÔNIO MARIA PUCCI, PRESBÍTERO “Não é preciso ter um vida longa, mas aproveitar a hora que Deus nos dá para cumprir nosso dever”. Certas inclinações são inatas, embora o ambiente em que se nasce e cresce possa influenciar muito.Assim, Antônio Maria Pucci, que na infância era chamado Eustáquio, nasceu em uma família de camponeses, pobre de recursos, mas rica de fé. O menino tinha como passatempo preferido ajudar seu pai no cuidado da igreja, participar das funções e receber a Comunhão.No período em que vivia no norte da Toscana, no século XIX, o jovem poderia ter sido uma ótima ajuda na lavoura, mas o Senhor o chamou e ele entrou para uma Ordem consagrada a Nossa Senhora: os Servos de Maria Santíssima. “O pequeno pároco” de MariaOrdenado sacerdote em 1843, Antônio Maria tornou-se Definidor Geral da sua comunidade, mas ele mais gostava de ser pároco na igreja de Santo André, em Viareggio, onde permaneceu por 48 anos.Para todos, Padre Antônio Maria – nome que escolheu ao emitir seus votos – era o “pequeno cura”, sempre sorridente e, além do mais, sempre pronto a ajudar os outros.Precursor das formas organizacionais, próprias da Ação Católica, criou, praticamente, uma associação para cada um de seus paroquianos, dando grande impulso ao compromisso dos leigos no seio da Igreja: para os jovens, fundou a Companhia de São Luís e a Congregação da Doutrina Cristã; para os homens, fundou a Companhia mariana de Nossa Senhora das Dores; para as mulheres, a Congregação das Mães Cristãs. Deu início também a uma Ordem religiosa feminina: as “Manteladas” de Viareggio, para a assistência das crianças enfermas. “Parecia um anjo!”Embora necessitasse de ajuda para manter as suas muitas obras, Antônio foi o primeiro a “arregaçar as mangas” e a ir de casa em casa, entre os pobres, para levar o que mais precisavam. Não guardava nada para si, nem roupas. Durante os dias, em que exercia seu ministério, que pareciam intermináveis, nunca se descuidava da oração: muitas vezes, seus paroquianos o viam êxtase, ficando suspenso ou caminhando sem pôs os pés no chão, tanto que muitos exclamam: “Parece um anjo”!Assim era o Padre Antônio! Durante a epidemia de cólera, em 1854, tornou-se o anjo dos enfermos. A sua prática heroica de caridade, enfraqueceu seu físico, a ponto de ser acometido por uma pneumonia fulminante, em 1892, quando faleceu.Antônio Maria Pucci foi beatificado por Pio XII, em 1952, e, dez anos depois, canonizado por São João XXIII. fonte: vaticannews

Santos do dia

Santo do Dia – 11/01

Santo Higino, o nono Papa da Igreja Católica OrigensSanto Higino, nascido em Atenas (Grécia), é o nono Papa dentre os doze primeiros bispos de Roma feito por santo Ireneu. Muito querido pelo povo, o Papa governou a Igreja por quatro anos, sucedendo o Papa Telésforo. Seu breve pontificado, que foi do ano 136 a 140, foi marcado por perseguições aos cristãos; os ataques dos pagãos haviam diminuído e a Igreja se viu ameaçada pela proliferação de seitas heréticas. O Combate ao GnosticismoValentim e Cerdão ousaram enfrentar Roma espalhando a heresia do gnosticismo, mistura de doutrinas e práticas religiosas com filosofia e mistérios, cujo princípio fundamental é este: há uma fé comum que é suficiente aos incultos, mas existe uma ciência reservada aos doutos que oferece explicação filosófica da fé comum. Excomungados pelo Papa HiginoOs dois hereges foram excomungados pelo papa Higino, chamado filósofo de origem ateniense. Portanto, um filósofo dirigia a barca de Pedro no momento certo, quando a perniciosa heresia gnóstica tendia a absorver a Revelação divina, transformando-a em simples filosofia religiosa. Santo Higino: Buscava preservar a doutrina cristã combatendo as heresiasPreservação do EvangelhoSanto Higino se esmerou assim na preservação da integridade do ensinamento evangélico. Tomou como exemplo o poderoso imperador Adriano, mexeu nas estruturas hierárquicas, instituiu as Ordens menores para melhorar o serviço da Igreja e a preparação ao sacerdócio. Parece que se deve a ele a instituição de padrinhos no batismo. PáscoaSofreu o martírio na perseguição desencadeada pelo imperador Antonino Pio, provavelmente no dia 11 de janeiro de 1407. Minha oração “Santo Papa, mesmo em meio aos desafios do seu tempo, tu soubeste vencê-los, que nós também saibamos vencer cada obstáculo que a vida nos proporciona tendo em vista a primazia de Jesus Nosso Senhor. Amém.” Santo Higino, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 10/01

Frei Gonçalo de Amarante, presbítero de Braga OrigensFrei Gonçalo nasceu, em 1187, em Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo a Guimarães, norte de Portugal. Pertencente à nobre família dos Pereiras, viveu nos reinados de Dom Afonso II, Dom Sancho II e Dom Afonso III. A VocaçãoMuito cedo, ele se viu chamado ao sacerdócio. Em sua formação humana e cristã, Frei Gonçalo passou pelo Convento Beneditino, depois por Braga, lugar onde foi ordenado pelo Arcebispo. Não demorou muito para ser abade em São Paio de Riba Vizela, junto à sua terra natal. PeregrinaçõesFrei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram a sua vida espiritual e também apostólica. Ele foi a Roma, visitou os túmulos de São Pedro e São Paulo e tomou um “banho” da Igreja. Visitou a Terra Santa, conheceu os lugares santos por onde Jesus passou. Seu amor foi crescendo cada vez mais por Nosso Senhor. Frei Gonçalo de Amarante: construiu edificações no mundo e a fé do povoO desejo ardente no coração de EvangelizarDepois de voltar dessas peregrinações, ele teve ainda mais ardor para evangelizar. Discerniu sua vida religiosa e entrou para a família dominicana, daí vem o “frei”. Quanto ao “Amarante”, com seus irmãos de comunidade, ele foi para a cidade de Amarante em missão. Ele ficou conhecido como um segundo fundador dessa cidade, porque o seu amor apostólico o levava a ser um sinal no meio da sociedade. A Edificação da CapelaFrei Gonçalo foi responsável pela edificação da Capela de Nossa Senhora da Assunção, num rochedo suspenso sobre o Tâmega. Incansável protetor dos humildes, auxiliava aqueles que precisavam de socorro e assistência. PáscoaPartiu para a glória em 10 de janeiro de 1262, deixando para o povo de Amarante, para todas as gerações ao norte de Portugal, para toda Europa e para todo o mundo, um testemunho de santidade que colabora para uma civilização mais justa. Seu exemplo de bondade tornou-o célebre e a sua devoção é muito popular, até mesmo no Brasil, onde é padroeiro de algumas cidades. Via de SantificaçãoTrês processos canônicos foram pleiteados para a beatificação e canonização de Frei Gonçalo. Papa Júlio III concedeu o culto público em 24 de abril de 1561. Mais tarde, em 1671, o Papa Clemente X estendeu o ofício e a missa de São Gonçalo a toda a Ordem Dominicana. Minha oração“Grande evangelizador e missionário, a ti pedimos o dom da pregação e a coragem para enfrentar os povos não convertidos. Sabemos das diversas dificuldades de uma vida dedicada, mas que cada missionário encontre a alegria na missão e conforme seus sofrimentos ao Cristo. Amém.” Frei Gonçalo de Amarante, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 09/01

Santo André Corsini Origens André nasceu em 30 de novembro de 1302 dentro de uma família muito conhecida em Florença: a família Corsini. Seus pais, Nicolau e Peregrina, não podiam ter filhos, mas não desistiram, estavam sempre rezando nesta intenção até que veio esta graça e tiveram o tão sonhado filho: André. Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e tantas decepções para seus pais, que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionavam tanto e feriam a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja dos carmelitas. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora, ele orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o provincial carmelita que queria entrar para a vida religiosa. Vida religiosa Foi admitido a vestir o hábito em 1318, fez o noviciado, resistiu corajosamente às solicitações de um tio que sonhava em vê-lo regressar ao mundo. Pronunciou seus votos em 6 de janeiro de 1321. A partir desse momento, redobrou o fervor de suas virtudes, especialmente a da humildade. Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre centrado em Cristo. Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre em 1328, e, como tal, continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido, a ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança, apareceu no meio do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele, dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele, e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos. Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo bispo. Em toda a sua vida, compadeceu-se pelas misérias do próximo. Solicitou uma lista dos pobres envergonhados para que pudesse os ajudar. Na quinta-feira de cada semana, Santo André lavava os pés dos pobres que recebia. Um dia, veio ao seu encontro um homem que recusou o serviço, pois tinha as pernas cobertas de úlceras. Santo André insistiu e, mal tinha acabado o seu trabalho, o homem já se sentia curado. Envio missionário e Páscoa Enviado por Urbano V à Bolonha para assumir a função de núncio, Santo André teve como missão restabelecer a paz do povo, que era perturbada pelas facções. André cuidou de reparar todas as coisas e encheu a cidade de alegria. No dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. Faleceu em 6 de janeiro de 1373, no dia da Epifania do Senhor. Seu corpo foi transportado para uma esplêndida capela na igreja dos Carmelitas, em Florença. Seu processo de canonização teve início no tempo de Eugênio IV, e terminou, em 1629, com Urbano VIII. Santo André Corsini, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 08/01

São Severino Severino viveu em pleno século V, quando o Ocidente era acometido por uma seqüência de invasões dos godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, enfim, de toda uma horda de bárbaros pagãos que pretendiam dominar o mundo. É nesse contexto de conflitos políticos e sociais que sua obra deve ser vista, porque esse foi justamente o motivo que a tornou ainda mais valorizada. Durante essas sucessivas guerras, as vítimas da violência achavam abrigo somente junto aos representantes da Igreja onde encontramos Severino como um evangelizador cristão dos mais destacados e atuantes. É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência. Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão. Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia e gozação, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados. Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos dos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes. Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia , (o 150): “Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor”. Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica. Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde, pobre e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal. Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália. fonte: espacomissionario.com.br

Santos do dia

Santo do Dia – 07/01

São Raimundo de Peñafort, exímio na ciência do Direito Canônico OrigensSão Raimundo nasceu no castelo de Peñafort, em Barcelona, Espanha, no ano de 1175. Seus pais originavam-se dos antigos condes de Barcelona e eram aliados do rei Aragão. Desde cedo, muito dedicado aos estudos, ele se especializou em Bolonha, na Itália, na universidade onde se tornou também um reconhecido mestre. Entrada na Ordem DominicanaDeixou aquela realidade que tanto amava para obedecer ao Bispo de Barcelona, que o queria como cônego. Ele prestou esse serviço até discernir seu chamado à vida religiosa, foi quando entrou para a família dominicana e continuou em vários cargos de formação, mas aberto à realidade e às necessidades da Igreja, onde exerceu o papel de teólogo do Cardeal-bispo de Sabina; também foi legado na região de Castela e Aragão; depois, transferido para Roma, ocupou vários cargos. Cúria RomanaEle não buscava nem tinha em mente um projeto de ocupar este ou aquele serviço, mas foi fiel àquilo que davam a ele como trabalho para a edificação da Igreja. Na Cúria Romana, quantos cargos ligados a Teologia, Direito Canônico. Um homem de prudência, de governo. Seu último cargo foi de penitenciário-mor do Sumo Pontífice. Quiseram até escolhê-lo como Arcebispo, mas, nesta altura, ele voltou para a Espanha; quis viver em seu convento, em Barcelona, como um simples frade, mas os reis, o Papa e tantos outros sempre recorriam ao seu discernimento. São Raimundo de Peñafort escreveu obras de sólida doutrinaHumilde homemSão Raimundo escreveu a respeito da casuística. Enfim, pelos escritos e pelos ensinos, ele investia numa ação de mestres e missionários, pois tinha consciência de que precisava de missionários bem formados para que a evangelização também fluísse. Ele não fez nada sozinho, contou com a ajuda de São Tomás de Aquino, ajudou outros a discernir a vontade do Senhor, como São Pedro Nolasco, que estava discernindo a fundação de uma nova ordem consagrada a Nossa Senhora das Mercês – os mercedários. Homem humilde que se fez servo, foi escolhido como Superior Geral dos Dominicanos. Homem de pobreza, de obediência e pureza; homem de oração. PáscoaFaleceu em Roma, em 1275; cem anos consumindo-se pela obra do Senhor. À beira de seu túmulo, realizou-se vários milagres, alguns foram descritos na bula de sua canonização, realizada em 1601 por Clemente VIII. Minha oração “Homem de grande fineza espiritual e inteligência jurídica, rogai por todos os promotores da paz, pelos que lutam pela justiça, pelos meios jurídicos civis e canônicos. Que a Igreja e a sociedade cresçam na precisão moral. Dai-nos uma conduta segundo o coração de Deus. Amém.” São Raimundo de Peñafort, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 06/01

São Carlo de Sezze Curiosamente, no Convento Franciscano de Lazio, chegavam leigos e personalidades da Igreja a fim de confidenciarem seus problemas ao cozinheiro. Aliás, esse cozinheiro era também o jardineiro e o porteiro do convento e seu nome era Carlo. Nascido em 22 de outubro de 1613, em Sezze, Itália, Carlo era um irmão leigo, pessoa humilde, submissa e sempre muito contente. Descontentes estavam seus familiares, os Melchiori ou Marchionne, cujas propriedades rurais se perdiam de vista. Seus familiares tinham outros planos para Carlo, pois queriam que ele estudasse e fizesse carreira. Porém, poucos anos depois, Carlo era garçom numa cantina de fazenda, em fuga dos estudos por causa de um professor severo. Mas Carlo lia por conta própria, levando uma vida de ermitão e de santo. Depois, já aos 22 anos, estava entre os franciscanos. A essa altura, os familiares o queriam sacerdote, mas ele seria sempre frei Carlo, mais nada, sem graduação alguma. Carlo passou por inúmeros conventos franciscanos, sempre trabalhando, recolhendo esmolas, socorrendo doentes e moribundos em suas casas. Com o transcorrer dos anos, desponta nele o explorador de consciências, o modificador de atitudes e comportamentos, e essa fama corre por toda Igreja. Embora Carlo cuidasse apenas da horta e da cozinha do convento, sempre acontecia ser enviado para outras cidades para que pudesse aconselhar bispos e cardeais. Um dia recebe uma incumbência, diretamente do Papa Clemente IX (1667-69): “Frei Carlo, dizem que na cidade de Perúgia há uma madre santa, vá lá e verifique pessoalmente a veracidade da situação”. Uma grande responsabilidade para um simples cozinheiro. Frei Carlo tinha pouca instrução, mas escrevia belíssimas páginas espirituais e autobiográficas, numa gramática acidentada, porém, eficiente. Também não lhe faltaria sua porção de Calvário, com acusações de uma mulher mundana. Consideradas depois, calúnias, mas que fizeram o frei adoecer por alguns anos. Após uma viagem a Úmbria, frei Carlo falece em 6 de janeiro de 1670, no Convento de São Francisco, na cidade de Roma. E no seu peito se descobre um sinal estranho, como uma cicatriz. Posteriormente, uma comissão médica declararia que esse sinal é de origem sobrenatural. Em vida, frei Carlo falava de “um raio de luz” que o havia atingido no peito, em 1648, numa igreja romana, durante êxtase profundo com Deus. O pedido de sua canonização foi feito pouco tempo após sua morte, mas seria concluído somente em 1959, pelo Papa João XXIII, que o proclamou santo. Seu corpo é conservado na igreja do convento onde faleceu e sua festa é celebrada no dia seguinte ao da sua morte, para não coincidir com a Epifania. fonte: arquisp.org.br

Santos do dia

Santo do Dia – 05/01

São João Nepomuceno Neumann, bispo de Filadélfia Origens São João Nepomuceno Neumann, natural de Boêmia, nasceu em 23 de março de 1811. Ingressou no seminário no ano de 1831, e, ao ser despertado para o chamado à vida sacerdotal, fez toda a sua formação, mas foi acolhido nos Estados Unidos, em Nova York, pelo Bispo Dom João. Ali, foi ordenado. Padre RedentoristaComo padre, buscou ser fiel à vontade do Senhor. São João pertenceu à congregação dos padres redentoristas e, ao exercer vários cargos, sempre foi marcado pelo serviço de humildade, de ser servo de Deus e servir ao Senhor por amor aos irmãos. Ministério EpiscopalO Espírito Santo pôde contar com ele também para o episcopado, sendo um dos sucessores dos apóstolos. Como bispo, participou em cerca de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a própria Sé, na Filadélfia, foi construída por meio do seu serviço, do seu ministério episcopal. São João Nepomuceno Neumann: pioneiro das escolas paroquiais americanasUm modeloSão João Nepomuceno Neumann é modelo de pastor e defensor da liberdade que salva e liberta; uma imagem, um reflexo do Bom Pastor. Gastou toda a sua vida pelo Senhor, pela Igreja e pelo povo de Deus. Zelou pelo anúncio do Evangelho e manteve um amor ardente pela Igreja e pelos necessitados. PáscoaEm 5 de janeiro de 1860, morreu em Filadélfia, Estados Unidos, onde ficou carinhosamente conhecido pelo povo como “bispinho”. Via de SantificaçãoFoi beatificado por Paulo VI em 1963. Em 17 de junho de 1977, a fim de participarem de sua glorificação, 30 mil pessoas atravessaram o Oceano. Sua canonização foi realizada pelo mesmo Papa que realizou a beatificação. A cerimônia foi transmitida para o mundo todo. São João Nepomuceno ficou reconhecido como pioneiro das escolas paroquiais americanas. Minha oração “Ao Bispo da América, rogamos por todos que moram lá. Zelai pelos brasileiros que ali moram dando a eles a graça que precisam. E para a Igreja desse país, concedei o mesmo ardor missionário e evangelização, a perpetuação do catolicismo e expansão. Amém.” São João Nepomuceno Neumann, rogai por nós! fonte: cancaonova.com

Santos do dia

Santo do Dia – 04/01

SANTA ÂNGELA DE FOLIGNO, RELIGIOSA FRANCISCANA “O meu lugar é no céu”Este seu desejo sempre acompanhou a existência de Ângela de Foligno: desde os anos da sua juventude, caracterizados por uma conduta de vida mundana e por uma aparente indiferença em relação a Deus, até àqueles sucessivos de maturidade espiritual, quando entendeu que, para melhor servir e se assemelhar ao Senhor, devia viver a santidade na concretude da vida diária. Ângela nasceu em Foligno, Itália, em 4 de janeiro de 1248, em uma família opulenta. Muito cedo, ficou órfã de pai e recebeu da mãe uma educação superficial, que a levou a viver sua juventude distante da fé. Bela, inteligente e amorosa, casou-se com um famoso habitante da cidade, com o qual teve diversos filhos. Medo do inferno e conversãoSua leviandade e negligência na juventude foram alteradas, ao longo de poucos anos, devido a uma série de acontecimentos: um violento terremoto de 1279, um furacão impetuoso e uma longa guerra contra Perugia levaram-na a questionar-se sobre a precariedade da vida e a temer o inferno. Tudo isso levou a suscitar nela o desejo de aproximar-se do sacramento da Penitência. Porém, – segundo as crônicas, – “o escrúpulo lhe impediu de fazer uma confissão completa e, por isso, permaneceu na aflição”. Na oração, obteve de São Francisco de Assis a garantia de que logo teria descoberto a misericórdia de Deus. Encontro com a misericórdia divinaÂngela voltou a confessar-se e, esta vez, reconciliou-se plenamente com Deus. Aos 37 anos de idade, apesar da hostilidade dos familiares, começou seu itinerário de conversão sob o signo da penitência, renunciando à suas coisas, aos bens e a si mesma. Após a morte prematura da mãe, do marido e dos filhos, Ângela vendeu todos os seus bens e distribuiu o dinheiro aos pobres; foi em peregrinação a Assis, nas pegadas do Pobrezinho e, em 1291, entrou para a Ordem Terceira de São Francisco, onde foi confiada à direção espiritual de Frei Arnaldo, parente e conterrâneo, que, depois, se tornou seu biógrafo e autor do famoso “Memorial”. Neste texto, as etapas da sua vocação e dos constantes êxtases e experiências místicas, – culminadas na impossibilidade inabitável da Santíssima Trindade na sua alma – foram divididas em trinta “passos”: “Tive uma grande visão – contou ao seu confessor sobre a visão do Deus Trino – uma majestade imensa, que nem sei dizer, mas parecia conter todo bem. […] Quando a visão desapareceu, comecei a gritar, em alta voz […] Amor desconhecido, por que me deixais?”. Seu temor, desde a juventude, de ser condenada, deixou espaço à certeza de não poder se salvar pelos próprios méritos, mas, com espírito arrependido, por meio do infinito amor misericordioso de Deus. Assiduidade na oração e zelo pelos últimosAlém da sua constante oração, sobretudo através da adoração Eucarística, a jovem de Foligno sempre se dedicou às atividades caritativas, assistindo com ternura os últimos, os leprosos e os enfermos, nos quais via Jesus Crucificado. Conhecida, ainda em vida, como Magistra Theologorum, promoveu o aprofundamento da teologia com base na Palavra de Deus, na obediência à Igreja e na experiência pessoal do divino, nas suas manifestações mais íntimas. Maternidade espiritual fecundaEnvolvendo-se com paixão nas controversas que dilaceravam a Ordem franciscana, Ângela atraiu em torno de si um cenáculo de filhos espirituais, que viam nela uma guia e uma verdadeira mestra da fé. Por isso, a sua figura encarna um dos modelos do gênio feminino na Igreja. Antes da sua morte, ocorrida no dia 4 de janeiro de 1309, foi-lhe atribuído pelo povo, de modo informal, o título de Santa. Em 9 de outubro de 2013, o Papa Francisco realizou o que seus predecessores haviam iniciado, canonizando Ângela de Foligno por equipolência. FONTE: VATICANNEWS

Rolar para cima