Quarta-feira de Cinzas – São Sebastião
14/02/2024
A paróquia Sagrado Coração de Jesus realizou nos dias 01 e 02 de fevereiro, na igreja matriz, no bairro Bequimão, o Encontro Formativo da Campanha da Fraternidade 2024. O encontro reuniu representantes das comunidades eclesiásticas, missionárias, grupos, movimentos e pastorais da paróquia SCJ. O encontro foi conduzido por Carlos Alves e Núbia Terezinha, que apresentaram o tema da CF 2024: Fraternidade e Amizade Social – “Vós dois todos irmão e irmãs” (Mt 23, 8). O tema deste ano trabalha a amizade social como um compromisso que deve ser assumido por toda comunidade. A Campanha da Fraternidade é uma ação evangelizadora, uma expressão eloquente da necessária e desejada, Pastoral de Conjunto. Há 60 anos no país, a CF é o modo brasileiro de celebrar a Quaresma e mostrar o que o pecado pode fazer quando não o enfrentamos. O tema de 2024 tem como objetivo despertar para o valor e a beleza da fraternidade humana, promovendo e fortalecendo os vínculos da amizade social, para que, em Jesus Cristo, a paz seja realidade entre todas as pessoas e povos. A missa de abertura da Campanha da Fraternidade vai ser realizada no dia 17 de fevereiro, às 17h, no ginásio castelinho.
SÃO TOMÁS DE AQUINO, PRESBÍTERO DOMINICANO, DOUTOR DE IGREJA, PADROEIRO DAS ESCOLAS CATÓLICAS “Vocês o chamam de boi mudo! Ao invés, eu lhes digo que este boi vai berrar tão alto, que seu berro vai ecoar no mundo inteiro”. É o que afirmava Santo Alberto Magno, seu professor, e não se enganava ao defendê-lo perante seus colegas, que, por causa do seu caráter taciturno e, aparentemente, opaco, lhe haviam dado o apelido de “boi mudo”. Seus familiares o prenderam por ter-se tornado frade PregadorTomás nasceu em uma família de Condes, Aquino, no castelo de Roccasecca, no sul do Lácio, unidos, por vínculos de parentela ao imperador Federico II. Seu pai, Landolfo, queria que ele fosse abade do mosteiro de Montecassino, pensando ser compatível com a natureza tímida e gentil do filho e com seus desígnios políticos. Mas, em Nápoles, Tomás quis tornar-se frade Dominicano, rejeitando toda e qualquer ambição e escolhendo apenas uma Ordem mendicante.Esta sua escolha chocou toda a família, tanto que, dois de seus irmãos, o mandaram prender. Foi colocado em uma cela, proverbial pela sua disposição pacífica. No entanto, ele ficou muito irritado quando mandaram uma prostituta entrar na sua cela, para que desistisse da sua vocação. Mas, ele a afugentou com uma brasa ardente. Em suma, parece que ele tenha conseguido escapar da cadeia, com a ajuda de duas irmãs, que o fizeram descer da janela com uma grande cesta. Um intelectual apaixonado por DeusTomás foi mandado para Colônia, onde aprofundou a tese sobre o aristotelismo, com Santo Alberto Magno; depois, em Paris, lecionou na Universidade, apesar da incompatibilidade com o clero secular.Ao regressar para a Itália, intensificou seus estudos sobre Aristóteles, graças à tradução de um confrade, e compôs o famoso Hino “Pange lingua”, para a festa de Corpus Christi.Começou a escrever sua “obra-prima”, “Summa theologiae”, dividida em cinco partes, para demonstrar a existência de Deus. O centro da sua obra é a confiança na razão e nos sentidos; a filosofia é a serva da teologia, mas a fé não anula a razão. Ele gostava muito de estudar e não é difícil imaginar que a sua vasta produção filosófico-teológica tenha causado estupor entre os teólogos contemporâneos.Certo dia, em 6 de dezembro de 1273, Tomás disse ao coirmão Reginaldo que não ia escrever mais nada: “Não posso, porque tudo o que escrevi é como palha para mim, em comparação ao que me foi revelado”. Segundo alguns biógrafos, esta decisão foi precedida por uma conversa mística com Jesus.Por fim, Tomás adoeceu. Em 1274, durante uma viagem a Lyon, para participar do Concílio, a pedido do Papa Gregório X, faleceu na abadia de Fossanova, com apenas 49 anos. Santo Tomás, segundo Chesterton: reconciliação-fé-razãoO famoso escritor inglês, G. K. Chesterton, dedicou-lhe, com acuidade, um ensaio famoso? “Tomás reconciliou a religião com a razão, estendendo-a ao campo da ciência experimental, na qual afirmava que os sentidos eram as janelas da alma e o intelecto tinha o direito de se nutrir de fatos concretos”.Para Chesterton, Santo Tomás e São Francisco foram os iniciadores de uma grande renovação do cristianismo, a partir de dentro, e a Encarnação era central: “Eles se tornaram mais ortodoxos quando começaram a ser mais racionalistas ou mais próximos da natureza”. fonte: vaticannews
SANTA ÂNGELA MÉRICI, VIRGEM, FUNDADORA DAS URSULINAS Não mais nos conventos, mas no mundo: eis o eixo cartesiano da espiritualidade de Santa Ângela Mérici que, com o testemunho de sua vida, conseguiu dar nova forma à dignidade das mulheres.Ângela nasceu em Desenzano de Garda, perto de Bréscia, norte da Itália, em 21 de março de 1474. Desde a infância, tinha um forte sentido religioso: à noite, a família se reunia em torno do pai, João, para ouvir a leitura da vida dos santos. Graças a essas leituras, Ângela começou, aos poucos, a nutrir uma devoção especial para com Santa Úrsula, a nobre jovem britânica, do século IV, martirizada com seus companheiros; esta santa teve uma grande influência no amadurecimento da sua espiritualidade. Terciária franciscanaAos 15 anos, Ângela perdeu, prematuramente, a irmã e seus pais; então se mudou para Saló, onde foi acolhida na casa do tio materno. Naqueles anos, surgiu-lhe o desejo de levar uma vida mais austera e penitencial, a ponto de optar por ser Terciária franciscana. Cinco anos depois, com a morte de seu tio, a jovem voltou para Desenzano, onde se dedicou às obras de misericórdia espirituais e corporais, sempre acompanhando o trabalho manual com a oração e o recolhimento. Visão de uma “escada celeste”Certa vez, enquanto estava em oração, a futura Santa teve a visão de uma procissão de anjos e virgens, que tocavam e cantavam hinos. Entre eles, Ângela viu também sua irmã falecida, que lhe anunciou: “Você vai fundar uma companhia de virgens”. Nos séculos seguintes, a iconografia hagiográfica representou esta visão como uma “escada celeste”, que une o céu e a terra. Cegueira repentinaNo entanto, em 1516, os superiores franciscanos enviaram Ângela a Bréscia para assistir uma viúva, Catarina Patendola. Na cidade, a jovem reforçou sua ideia de um laicato, cada vez mais comprometido no âmbito caritativo, mas enriquecido pela sensibilidade feminina.Ao receber uma segunda visão, Ângela decidiu fazer uma peregrinação a diversos lugares sagrados: Mântua e o Monte Sagrado de Varallo, suas primeiras etapas, seguidas, em 1524, pela Terra Santa. Precisamente durante esta viagem às origens do cristianismo aconteceu um prodígio singular: de repente, Ângela perdeu a visão, que a recuperará ao voltar da Terra Santa, enquanto rezava diante do Crucifixo. Bem longe de desanimar, Ângela Mérici aceitou a deficiência momentânea como sinal da Providência, para poder olhar os Lugares Santos, não com os olhos do corpo, mas com os do espírito. “Vocês imaginam – disse ela mais tarde – que esta cegueira me foi enviada para o bem da minha alma?” Nascimento da “Companhia de Santa Úrsula”Ao regressar à Itália, em 1525, por ocasião do Ano Santo, Ângela foi em romaria à “Cidade Eterna”, onde consolidou seu carisma, tanto que o Papa Clemente VII lhe propôs de permanecer em Roma. Entretanto, a jovem decidiu voltar a Brescia, porque queria, finalmente, dar cumprimento à sua “visão celeste”.Enfim, em 25 de novembro de 1535, junto com doze colaboradoras, Ângela Mérici fundou a “Companhia das renunciadoras de Santa Úrsula” (“renunciadoras” porque não usavam o hábito religioso tradicional), com uma Regra de vida original: estar fora do Convento para se dedicarem à instrução e à educação das jovens mulheres, com voto de obediência ao Bispo e à Igreja. Revolução da graçaA ideia da fundadora foi uma verdadeira revolução da graça: toda mulher consagrada podia santificar a sua vida na “Sociedade”, não apenas em um Convento, atuando no mundo e na própria Igreja de pertença.Em uma época em que as mulheres que não eram casadas ou enclausuradas podiam correr o risco de ser marginalizadas, Ângela ofereceu-lhes uma nova condição social: ser “virgens consagradas no mundo”, capazes de se santificar para santificar a família e a sociedade. Canonização em 1807Em 1539, o estado de saúde de Ângela Mérici piorou, vindo a falecer em 27 de janeiro de 1540, com a idade de 66 anos. Seus restos mortais descansam na igreja de Santa Afra, em Bréscia, onde ainda são venerados, hoje denominado Santuário de Santa Ângela.No entanto, a sua fama de santidade aumentou tanto que, em 1544, o Papa Paulo III elevou a Companhia a um Instituto de Direito Pontifício, permitindo às Ursulinas atuar também além dos confins da Diocese.Ângela Mérici foi beatificada, em 1768, pelo Papa Clemente XIII, e canonizada, em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio VII. Uma estátua, em sua memória, esculpida em 1866, pelo escultor Pietro Galli, encontra-se na Basílica Vaticana. Testamento espiritualEm seu testamento espiritual, destinado às Ursulinas, lê-se: “Suplico-lhes de recordar e manter gravadas em suas mentes e corações todas as suas filhinhas, uma por uma; não apenas seus nomes, mas também suas condições, natureza e estado, enfim tudo delas. Isso não lhes será difícil se as abraçarem com profunda caridade. Esforcem-se, com amor e com mão gentil e suave, não com imperiosidade e aspereza, para ser agradáveis em tudo”. “Além do mais, – concluiu – cuidado por não querer alguma coisa, a todo custo, porque Deus deu a cada um o livre arbítrio, sem forçar ninguém; Ele apenas propõe e aconselha”. fonte: vaticannews
SANTA PAULA, MATRONA ROMANA Nascida em 347 d.C. no seio de uma ilustre família romana, – com laços de parentela com Cornélia, até remontar às origens do próprio Agamenon, – Paula casou-se, com a idade de dezesseis anos, com o senador Toxócio, do qual teve quatro filhas e um filho. Até aos 32 anos, viveu na riqueza e no luxo, vestindo-se de seda e carregada por escravos eunucos pelas ruas da cidade. Com a morte do seu marido, Paula começou a frequentar um grupo de viúvas guiado por Santa Marcela: com elas, dedicou-se à oração e à penitência, hospedando, na sua grande mansão romana, no bairro do Aventino, esta Ordem semi-monacal. Santa Marcela, em 382, apresentou-lhe São Jerônimo, quando veio a Roma com os Bispos Epifânio de Salamina e Paulino de Antioquia. Ao hospedar em sua casa os três peregrinos, Paula ficou profundamente comovida. Jerônimo causou uma profunda influência em Paula, despertando nela o desejo de abraçar a vida monacal no Oriente. Na Terra SantaEm setembro de 385, após a morte da filha Belsila, Paula decidiu partir para a Terra Santa, acompanhada pela filha Eustóquia, para seguir a vida monacal. Jerônimo, que as havia precedido de cerca um mês, encontrou com elas em Antioquia e, juntos, fizeram uma peregrinação pelos lugares santos da Palestina. A seguir, foram ao Egito para frequentar as lições dos eremitas e cenobitas; enfim, estabeleceram-se em Belém, onde fundaram dois mosteiros: um masculino e outro feminino. Todos os dias, as monjas cantavam todo o Saltério, que deviam saber de cor. Além do mais, Paula era particularmente fiel ao jejum e às obras de caridade, chegando a doar aos pobres até o necessário para a subsistência da sua comunidade. Tanto Paula como Eustóquia participaram ativamente da pregação de Jerônimo, do qual foram devotas colaboradoras, conformando-se, sempre mais, com a sua direção espiritual. Jerônimo tinha um temperamento irascível, mas Paula o ajudou, sobretudo no contraste com os seguidores de Orígenes, a manter um confronto fundado na humildade e na paciência. Um claro exemplo do seu estilo de vida foi testemunhado em uma carta que Paula escreveu a Marcela, que tinha ficado em Roma, procurando convencê-la a deixar a Cidade e ir morar com elas em Belém. Tradução da Bíblia em latimEntre as contribuições mais significativas de Paula para as pregações de Jerônimo encontra-se a tradução da Bíblia do grego e hebraico para o latim. Foi ela quem sugeriu a necessidade de tal tradução, dedicando-se, com a filha Eustóquia, à compilação da obra, para que fosse divulgada. A morteEm 406, com 56 anos, Paula percebeu que o dia da sua morte estava se aproximando, tendo o pressentimento de ouvir a voz de Jesus, que se dirigia a ela com as palavras do Cântico dos Cânticos: “Levante-se, meu amor, minha formosa e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou e se foi; mostre-me seu rosto, faça-me ouvir sua voz, porque a sua voz é doce e o seu rosto gracioso”. E ela respondeu-lhe com as palavras do Salmo 27: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Pereceria, sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes”, e adormeceu para sempre. Participaram do seu funeral, não apenas os monges e as monjas dos dois mosteiros por ela fundados, mas também muitos pobres, que tinham sido ajudados por ela, durante anos, e que a consideravam mãe e benfeitora. Santa Paulo foi sepultada em Belém, na igreja da Natividade. São Jerônimo lhe dedicou o Epitaphium sanctae Paulae. Quando ele também morreu, foi sepultado ao lado dos túmulos de Paula e Eustóquia. Sua contribuição para uma grande missão: ajude-nos a levar a palavra do Papa a todos os lares fonte: vaticannews
CONVERSÃO DO APÓSTOLO PAULO «Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada? De acordo com o que está escrito: por sua causa somos mortos todos os dias, fomos reputados como ovelhas para abate. Mas em todas estas coisas nos esforçamos pela graça d’Aquele que nos amou. Eu estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos, nem os poderes, nem coisas presentes, nem o futuro, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus por nós em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rm 8, 35-39). O Senhor é paciente e a sua graça se manifesta de muitas maneiras e em muitos lugares. Ele esperou Saulo no caminho de Damasco para mudar seu coração e torná-lo Santo e um de seus Apóstolos mais fiéis; abraçou-o com sua Luz e sua Voz enquanto ele galopava rumo à cidade, onde se refugiavam muitos cristãos, que o Sumo Sacerdote o havia autorizado a expulsar. Fariseu de nascimento e defensor da ortodoxiaSaulo era judeu, pertencente à seita dos fariseus, a mais rigorosa. Por isso, para ele, que se formou na escola de Gamaliel, era muito natural transformar a mais fiel observância da lei mosaica na mais terrível perseguição dos primeiros cristãos. Depois de expulsá-los de Jerusalém, decidiu expulsá-los até de Damasco, onde haviam se escondido. O Senhor o esperava bem ali. Encontro com JesusAo cair do cavalo, Saulo teve medo daquela força misteriosa e perguntou: “Quem é você?”. E ouviu: “Aquele Jesus que você persegue”. E perguntou ainda: “Senhor, o que quer que eu faça?”. E lhe respondeu de novo: “Vá a Damasco e lá lhe mostrarei a minha vontade”. Assim, cego e mudo, mas com espírito renovado, chegou a Damasco, onde ficou três dias em jejum e oração constante, até a chegada do sacerdote Ananias – outro Santo que a Igreja também celebra hoje – que o batizou no amor de Cristo e lhe deu, novamente, não apenas a visão dos olhos, mas também a do coração. Evangelização no caminhoPaulo começou a sua pregação precisamente em Damasco, para depois continuar em Jerusalém. Ali, encontrou-se com Pedro e com os outros apóstolos. No início, os apóstolos estavam desconfiados, mas, depois, o acolheram entre eles e lhe falaram longamente sobre Jesus.Em seguida, Paulo voltou para Tarso, sua cidade natal, onde continuou sua obra de evangelização, defrontando-se sempre com a perplexidade de muitos, judeus e cristãos, pela sua mudança de vida.Por fim, Paulo deixou Tarso e se deslocou para Antioquia, onde manteve contato com a comunidade local. Ele foi o primeiro e verdadeiro missionário da história, que sentiu a necessidade de levar a Palavra a todos os povos. Desde então, ninguém pôde separá-lo do amor de Cristo. fonte: vaticannews
SÃO FRANCISCO DE SALES, BISPO DE GENEBRA, DOUTOR DA IGREJA, FUNDADOR DA ORDEM DA VISITAÇÃO, PADROEIRO DA IMPRENSA CATÓLICA Francisco nasceu em Thorens-Glières, França, em uma nobre e antiga família de Barões de Boisy, na província de Savoia. Estudou nos melhores colégios franceses e, para satisfazer o sonho de seu pai de seguir a profissão de Jurisprudência, estudou Direito na Universidade de Pádua, onde amadureceu certo interesse pela teologia. Ao formar-se, com o máximo das notas, regressou à França, em 1592, onde se escreveu na Ordem dos Advogados. Porém, seu grande desejo era ser padre, tanto que, no ano seguinte, em 18 de dezembro, foi ordenado sacerdote, com 26 anos de idade. Três dias depois, celebrou sua Primeira Missa. Nomeado arcipreste do Capítulo da Catedral de Genebra, Francisco manifestou seus dons zelo e caridade, diplomacia e equilíbrio. Com o agravar-se do Calvinismo, ofereceu-se como voluntário para evangelizar a região de Chablais. Nas suas pregações, em busca do diálogo, depara-se com portas fechadas, neve, frio, fome, noites ao relento, emboscadas, insultos e ameaças. Então, aprofundou a doutrina de Calvino, para compreendê-la melhor e explicar as diferenças com o credo católico. Ao invés de recorrer só à pregação e ao debate teológico, criou um sistema de publicação, ou seja, fixar em lugares públicos ou levar de porta em porta folhetos impressos, com a explicação das verdades da fé, de modo simples e eficaz. As conversões não foram muitas, mas cessaram as hostilidades e os preconceitos contra o catolicismo. A seguir, Francisco estabeleceu-se em Thonon, capital de Chablais, onde se dedicou, entre outras coisas, às visitas aos enfermos, às obras de caridade e aos encontros pessoais com os fiéis. Depois, pediu sua transferência para Genebra, cidade símbolo da doutrina Calvinista, com o desejo de atrair muitos fiéis para a Igreja católica. Episcopado em Genebra e encontro com Francisca de ChantalEm 1599, Francisco foi nomeado Bispo coadjutor de Genebra e, após três anos, a diocese passou completamente sob seus cuidados, com sede em Annecy. Ali, entregou-se totalmente, sem reservas: visitas às paróquias, formação do clero, reorganização dos mosteiros e conventos, maior dedicação à pregação, às catequeses e às iniciativas para os fiéis; com seu catecismo em forma de diálogo e sua perseverança e doçura na direção espiritual, conseguiu várias conversões. Em março de 1604, durante uma pregação quaresmal em Dijon, conheceu Joana Francisca Fremyot de Chantal, com a qual instaurou uma grande amizade e uma profunda direção espiritual epistolar. Em 1608, dedicou-lhe um livro intitulado Filotea ou Introdução à vida devota. Filotea era o nome ideal de quem ama ou quer amar a Deus. Francisco escreveu este volume para resumir, em modo conciso e prático, os princípios da vida interior e ensinar a amar a Deus, com todo o coração e com todas as forças, na vida diária. Sua intenção era dar uma formação, plenamente cristã, a quem vivia no mundo e tinha tarefas civis e sociais. Esta sua obra teve um grande sucesso! Fundação da Congregação da VisitaçãoA longa e intensa colaboração entre Francisco e Joana produziu grandes frutos espirituais, entre os quais a fundação da Congregação da Visitação de Santa Maria, em 1610, em Annecy, com a finalidade de visitar e socorrer os pobres. Oito anos mais tarde, a Congregação tornou-se Ordem Contemplativa e as monjas foram chamadas Visitandinas. Francisco escreveu suas Constituições, inspiradas na regra de Santo Agostinho. No entanto, Joana de Chantal acrescentou-lhe a determinação de que as religiosas se dedicassem também à educação e instrução das crianças, especialmente de famílias abastadas. Em 1616, Francisco escreveu Teotimo ou Tratado do amor de Deus, uma obra de extraordinário conteúdo teológico, filosófico e espiritual, como uma longa carta ao amigo “Teotimo” sobre a vocação essencial de cada homem: “viver é amar”. O texto indicava os melhores meios para um encontro pessoal com Deus. Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lyon, com a idade de 52 anos. No ano seguinte, seus restos mortais foram trasladados para Annecy. fonte: vaticannews
Santo Ildefonso Ildefonso é a forma original de Afonso, em espanhol, palavra de origem visigótica parecendo significar “pronto para a batalha”. Nascido em Toledo, de sangue real, a 8 de dezembro de 606. Foi pela intercessão de Nossa Senhora que seus pais obtiveram do céu este filho. Crê-se que estudou com Santo Isidoro em Sevilha e aí aprendeu a desprezar o espírito do mundo. Voltando para a casa dos pais, pediu-lhes para fazer-se monge no mosteiro de Agalia, perto de Toledo. Tendo se tornado pela morte dos pais, herdeiro de rica fortuna, empregou toda a sua herança na fundação de um mosteiro para religiosas. Heládio, bispo de Toledo, ordenou-o diácono. Os monges de Agalia, após a morte de seu abade, elegeram-no para sucedê-lo no cargo abacial. Participou nessa qualidade dos Concílios de Toledo de 653 e 655. Em 657, morrendo Eugênio, Bispo de Toledo, foi escolhido pelo clero e os fiéis como sucessor. Não querendo aceitar, escondeu-se, mas foi achado, e levado escoltado para a cidade para a consagração episcopal. Investido em seu cargo, Ildefonso não negligenciou coisa alguma para manter seu rebanho na pureza dos costumes e na integridade da fé. Às funções apostólicas da pregação juntou a elaboração de diversas obras, das quais a mais famosa é seu livro sobre a virgindade perpétua de Maria, contra Joviniano, Helvécio e um judeu, na qual se nota a sua piedade. No dia de Santa Leocádia (9 de dezembro), esta célebre mártir, cujas relíquias desejava encontrar, se dignou manifestar-se a ele indicando o local onde repousava seu corpo. Santo Ildefonso foi um ardente propagador da festa da Expectação do divino parto de Maria. Certo ano, antes das Matinas dessa solenidade, aconteceu que a Santíssima Virgem lhe apareceu sentada sobre o trono pontificial, rodeada de um grupo de virgens executando cantos celestiais e o revestiu com magnífica casula enviada por Jesus. Assim conta o livro das Lendas de Maria, que esteve em grande voga nos séculos XII e XIII. Morreu Ildefonso a 23 de janeiro de 667. Seu corpo inumado na Igreja de Santa Leocádia, foi transferido, por medo dos mouros, para Zamora, onde o veneraram até 888. Em 1400, foi tirado de sob ruínas e novamente exposto à veneração dos fiéis. Outros Santos do mesmo dia: Santo Asclas, Santa Emerenciana, Santo Clemente e Agatângelo, Santo João Esmoler, Santo Bernardo de Vienne, Santo Luftilde, Santo Maimbodo, Beata Margarida de Ravena. fonte: cleofas.com.br
SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR “Pura e casta”O nome Inês, em grego, significa “pura e casta”. Para os historiadores, isto significa um sobrenome, que identifica Santa Inês, uma das mártires mais veneradas pela Igreja. Transcorria o ano 304, ápice de ferocidade anticristã, por ordem o imperador Diocleciano. No entanto, alguns estudiosos situam este acontecimento durante a perseguição de Valeriano, 40 anos antes. Sobre Inês não se sabe nada, exceto a paixão do seu martírio, cujas notícias, nem sempre unívocas, estão disseminadas em vários documentos posteriores à sua morte. Ódio e graçaA tradição fala de um amor não correspondido do filho do Prefeito de Roma por Inês que, com apenas treze anos, não quis aceitar a proposta do nobre. Na verdade, a jovem havia feito o voto de castidade por Cristo. Quando o Prefeito foi informado sobre a sua consagração, desencadeou sua vingança: Inês devia entrar no círculo das vestais, que ofereciam culto à deusa protetora de Roma. A jovem recusou-se e a vingança tornou-se mais cruel: passou do templo ao prostíbulo, sendo exposta, na Praça Navona, entre as demais prostitutas. As narrações hagiográficas dizem que Inês, em virtude de uma proteção especial, conseguiu, também naquela situação, manter a sua pureza. Como um cordeiroO ódio contra a jovem aumentou em uma espiral de violência crescente. Inês foi condenada à fogueira, mas as chamas nem chegaram a tocar. Então, com um golpe de espada na garganta, ela entregou sua vida. A iconografia representa Inês com um cordeiro sempre ao lado, porque seu destino foi o mesmo reservado a estes pequenos ovinos. Todos os anos, no dia 21 de janeiro, festa litúrgica de Santa Inês, são abençoados dois cordeirinhos, criados pelas Irmãs da Sagrada Família de Nazaré. Com a sua lã, as Irmãs confeccionam os sagrados Pálios, que o Papa impõe sobre os novos Arcebispos metropolitanos, em 29 de junho, dia de São Pedro e São Paulo. Virtudes superiores à naturezaOs restos mortais de Santa Inês encontram-se em uma urna de prata, a pedido do Papa Paulo V, na Basílica a ela dedicada na Via Nomentana, em Roma. A Basílica foi construída, por desejo da princesa Constantina, filha do imperador Constantino I, sobre a Catacumba, na qual foi sepultado seu corpo. Santo Ambrósio escreveu sobre Santa Inês: “A sua consagração superava a sua idade; suas virtudes superavam a própria natureza. Assim, seu nome parece não ter sido um escolha humana, mas uma profecia do seu martírio, uma antecipação do que ela devia ser”. fonte: vaticannews