{"id":4448,"date":"2023-11-11T19:33:55","date_gmt":"2023-11-11T22:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pscjslz.com.br\/?p=4448"},"modified":"2023-11-11T19:37:31","modified_gmt":"2023-11-11T22:37:31","slug":"santo-do-dia-11-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pscjslz.com.br\/?p=4448","title":{"rendered":"Santo do Dia &#8211; 11\/11"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00c3O MARTINHO, BISPO DE TOURS<\/h2>\n\n\n\n<p>Seu gesto: poucos personagens podem ter sua hist\u00f3ria resumida em uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o, t\u00e3o poderosa a ponto de permanecer indel\u00e9vel e profunda em uma vida.<br>S\u00e3o Martinho pertenceu a uma categoria especial de santos. Seu famoso manto \u00e9 a antonom\u00e1sia de um homem que nasceu em 316 ou 317, ao t\u00e9rmino do tardo Imp\u00e9rio Romano, na Pan\u00f4nia, hoje Hungria.<br>Filho de um tribuno militar, Martinho viveu em Pavia porque seu pai, um veterano do ex\u00e9rcito, havia recebido de presente um terreno naquela cidade.<br>Seus pais eram pag\u00e3os, mas a crian\u00e7a era atra\u00edda pelo cristianismo; com apenas 12 anos, queria ser asceta e retirar-se para o deserto. Mas, um edito imperial interp\u00f4s a farda e a espada ao seu sonho de ora\u00e7\u00e3o em solid\u00e3o. Por isso, Martinho teve que se alistar e acabou em um quartel na G\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Metade ao pobre Jesus<\/p>\n\n\n\n<p>Seu gesto do manto ocorreu em torno do ano 335. Como membro da guarda imperial, o jovem soldado era muito requerido para as rondas noturnas. Em uma delas, durante o inverno, Martinho deparou-se, a cavalo, com um mendigo seminu. Movido de compaix\u00e3o, tirou seu manto, o cortou em duas partes e deu a metade ao pobre. Na noite seguinte, Jesus apareceu-lhe em sonho, usando a metade do manto, dizendo aos anjos: &#8220;Este aqui \u00e9 Martinho, o soldado romano n\u00e3o batizado: ele me cobriu com seu manto&#8221;. O sonho impressionou muito o jovem soldado, que, a festa da P\u00e1scoa seguinte foi batizado.<br>Por vinte anos, ele continuou a servir o ex\u00e9rcito de Roma, dando testemunho da sua f\u00e9 em um ambiente t\u00e3o distante dos seus sonhos de adolescente. Mas, ele ainda tinha uma longa vida para ser vivida.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mosteiro \u00e0 p\u00farpura<\/p>\n\n\n\n<p>Logo que p\u00f4de, ao ser dispensado do ex\u00e9rcito, foi ter com o Dom Hil\u00e1rio, bispo de Poitiers, firme opositor da heresia ariana.<br>Esta oposi\u00e7\u00e3o do purpurado custou-lhe o ex\u00edlio, pois o imperador Const\u00e2ncio II era um seguidor da doutrina de \u00c1rio. No entanto, Martinho tinha ido visitar a sua fam\u00edlia na Pan\u00f4nia. Ao saber da not\u00edcia, retirou-se para um mosteiro perto de Mil\u00e3o.<br>Quando o Bispo voltou do ex\u00edlio, Martinho foi visit\u00e1-lo, obtendo dele a permiss\u00e3o para fundar um mosteiro perto de Tours. Assim, vivendo uma vida austera em cabanas, o ex-soldado, &#8211; que havia dado seu manto a Jesus, &#8211; tornou-se pobre como desejava. Rezava e pregava a f\u00e9 cat\u00f3lica em terras francesas, onde ficou conhecido por muitos.<br>Sua popularidade transformou-se em nomea\u00e7\u00e3o como Bispo de Tours, em 371. Martinho aceitou, mas com seu estilo pr\u00f3prio de vida: n\u00e3o quis viver como pr\u00edncipe da Igreja, para que as pessoas &#8211; pobres, presos e enfermos &#8211; continuassem a encontrar abrigo sob seu manto.<br>S\u00e3o Martinho viveu nas adjac\u00eancias dos muros da cidade, no mosteiro de Marmoutier, o mais antigo da Fran\u00e7a. Dezenas de monges o seguiram, muitos deles, pertenciam \u00e0 casta nobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Um verdadeiro cavaleiro<\/p>\n\n\n\n<p>Em 397, em Condate, atual Candes de Saint-Martin, o Bispo de 80 anos partiu com a miss\u00e3o de reconstituir um cisma surgido entre o clero local. Em virtude do seu carisma, pacificou os \u00e2nimos. Mas, antes de regressar para Tours, foi acometido por uma s\u00e9rie de febres violentas.<br>S\u00e3o Martinho de Tours faleceu, deitado na terra nua, conforme o seu desejo. Uma grande multid\u00e3o participou do enterro de um homem t\u00e3o querido, generoso e solid\u00e1rio como um verdadeiro cavaleiro de Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>fonte: vaticannews.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O MARTINHO, BISPO DE TOURS Seu gesto: poucos personagens podem ter sua hist\u00f3ria resumida em uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o, t\u00e3o poderosa a ponto de permanecer indel\u00e9vel e profunda em uma vida.S\u00e3o Martinho pertenceu a uma categoria especial de santos. Seu famoso manto \u00e9 a antonom\u00e1sia de um homem que nasceu em 316 ou 317, ao t\u00e9rmino do tardo Imp\u00e9rio Romano, na Pan\u00f4nia, hoje Hungria.Filho de um tribuno militar, Martinho viveu em Pavia porque seu pai, um veterano do ex\u00e9rcito, havia recebido de presente um terreno naquela cidade.Seus pais eram pag\u00e3os, mas a crian\u00e7a era atra\u00edda pelo cristianismo; com apenas 12 anos, queria ser asceta e retirar-se para o deserto. Mas, um edito imperial interp\u00f4s a farda e a espada ao seu sonho de ora\u00e7\u00e3o em solid\u00e3o. Por isso, Martinho teve que se alistar e acabou em um quartel na G\u00e1lia. Metade ao pobre Jesus Seu gesto do manto ocorreu em torno do ano 335. Como membro da guarda imperial, o jovem soldado era muito requerido para as rondas noturnas. Em uma delas, durante o inverno, Martinho deparou-se, a cavalo, com um mendigo seminu. Movido de compaix\u00e3o, tirou seu manto, o cortou em duas partes e deu a metade ao pobre. Na noite seguinte, Jesus apareceu-lhe em sonho, usando a metade do manto, dizendo aos anjos: &#8220;Este aqui \u00e9 Martinho, o soldado romano n\u00e3o batizado: ele me cobriu com seu manto&#8221;. O sonho impressionou muito o jovem soldado, que, a festa da P\u00e1scoa seguinte foi batizado.Por vinte anos, ele continuou a servir o ex\u00e9rcito de Roma, dando testemunho da sua f\u00e9 em um ambiente t\u00e3o distante dos seus sonhos de adolescente. Mas, ele ainda tinha uma longa vida para ser vivida. Do mosteiro \u00e0 p\u00farpura Logo que p\u00f4de, ao ser dispensado do ex\u00e9rcito, foi ter com o Dom Hil\u00e1rio, bispo de Poitiers, firme opositor da heresia ariana.Esta oposi\u00e7\u00e3o do purpurado custou-lhe o ex\u00edlio, pois o imperador Const\u00e2ncio II era um seguidor da doutrina de \u00c1rio. No entanto, Martinho tinha ido visitar a sua fam\u00edlia na Pan\u00f4nia. Ao saber da not\u00edcia, retirou-se para um mosteiro perto de Mil\u00e3o.Quando o Bispo voltou do ex\u00edlio, Martinho foi visit\u00e1-lo, obtendo dele a permiss\u00e3o para fundar um mosteiro perto de Tours. Assim, vivendo uma vida austera em cabanas, o ex-soldado, &#8211; que havia dado seu manto a Jesus, &#8211; tornou-se pobre como desejava. Rezava e pregava a f\u00e9 cat\u00f3lica em terras francesas, onde ficou conhecido por muitos.Sua popularidade transformou-se em nomea\u00e7\u00e3o como Bispo de Tours, em 371. Martinho aceitou, mas com seu estilo pr\u00f3prio de vida: n\u00e3o quis viver como pr\u00edncipe da Igreja, para que as pessoas &#8211; pobres, presos e enfermos &#8211; continuassem a encontrar abrigo sob seu manto.S\u00e3o Martinho viveu nas adjac\u00eancias dos muros da cidade, no mosteiro de Marmoutier, o mais antigo da Fran\u00e7a. Dezenas de monges o seguiram, muitos deles, pertenciam \u00e0 casta nobre. Um verdadeiro cavaleiro Em 397, em Condate, atual Candes de Saint-Martin, o Bispo de 80 anos partiu com a miss\u00e3o de reconstituir um cisma surgido entre o clero local. Em virtude do seu carisma, pacificou os \u00e2nimos. Mas, antes de regressar para Tours, foi acometido por uma s\u00e9rie de febres violentas.S\u00e3o Martinho de Tours faleceu, deitado na terra nua, conforme o seu desejo. 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