{"id":4409,"date":"2023-11-03T08:26:54","date_gmt":"2023-11-03T11:26:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pscjslz.com.br\/?p=4409"},"modified":"2023-11-10T08:27:48","modified_gmt":"2023-11-10T11:27:48","slug":"santo-do-dia-03-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pscjslz.com.br\/?p=4409","title":{"rendered":"Santo do Dia \u2013 03\/11"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00c3O MARTINHO DE PORRES, RELIGIOSO DOMINICANO<\/h2>\n\n\n\n<p>O convento de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em Lima, era uma estrutura impressionante. Ali, no final de 1600, viviam 100 frades Dominicanos. Seu maior problema era financeiro.<br>Certo dia, o prior decidiu fazer um pacote, com alguns objetos preciosos, e foi vend\u00ea-los para pagar as d\u00edvidas e ter um pouco de al\u00edvio. O jovem converso, encarregado dos afazeres mais humildes, por ser mulato, correu atr\u00e1s do prior e, sem f\u00f4lego, lhe disse: &#8220;N\u00e3o venda os objetos preciosos, mas me venda como escravo&#8221;. O prior, petrificado, comoveu-se e mandou de volta aquele jovem que via todos os dias com a vassoura na m\u00e3o e de bom humor, sem nunca se incomodar de ser &#8220;invis\u00edvel&#8221; pela comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Cor da pele errada<br>Aquele jovem, um pouco mais que adolescente, chama-se Martinho: \u00e9 de Lima, mas tinha a cor da pele errada, por ser a cor dos escravos. Sua m\u00e3e, Ana, era escrava, e tinha concebido Martinho por ter tido uma rela\u00e7\u00e3o com seu patr\u00e3o aristocr\u00e1tico espanhol, Juan de Porres. Uma hist\u00f3ria como tantas: uma mulher solteira com um filho ileg\u00edtimo, que era como inexistente. Mas Martinho era uma crian\u00e7a incomum: esperto, disposto, capaz, apesar de viver na mis\u00e9ria. At\u00e9 seu pr\u00f3prio pai o percebeu, n\u00e3o obstante lhe tenha dado as costas, por tantos anos, por causa da cor da sua pele. Quando se transferiu para o Panam\u00e1, para desempenhar o cargo de Governador, Juan de Porres reconheceu seu filho e dispensou v\u00edveres \u00e0 sua m\u00e3e para se manter com o menino, sem problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dom de curar<br>Martinho n\u00e3o foi apenas especialista em vassoura. Antes de entrar para o Convento, aprendeu, com alguns farmac\u00eauticos vizinhos, as primeiras no\u00e7\u00f5es desta profiss\u00e3o. Al\u00e9m do mais, por algum tempo, frequentou uma barbearia, um trabalho que, n\u00e3o raramente, era associado ao de um cirurgi\u00e3o. Desta forma, em um convento lotado, o rapaz teve muitas oportunidades para ser apreciado como barbeiro e por dar bons conselhos, do ponto de vista m\u00e9dico. Mas, seu dom mais cristalino era a sua f\u00e9, que transparecia pelo seu modo de ser. Demonstrou a sua f\u00e9 tamb\u00e9m com uma capacidade insuspeit\u00e1vel de transmitir o Evangelho aos pobres, que os entendia melhor que muitos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Como S\u00e3o Francisco<br>A fama de Martinho aumentou rapidamente. Ele lembrava bem as incurs\u00f5es dos conquistadores no Peru. Por isso, o frade conquistou os cora\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m de nobres e vice-reis. A ele s\u00e3o atribu\u00eddos sinais extraordin\u00e1rios. Mas, extraordin\u00e1ria era, certamente, a extens\u00e3o da sua caridade. A enfermaria do convento, onde tinha a capacidade de curar, n\u00e3o apenas o corpo, o tornou uma autoridade indiscut\u00edvel; muitas vezes, tornava-se casa provis\u00f3ria para migrantes e desempregados.<br>Para as crian\u00e7as pobres, mandou construir um col\u00e9gio, o primeiro da Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m do mais, suscitava estupor tamb\u00e9m seu amor pelos animais, que os tratava com delicadeza e respeito. Tornou-se famoso o epis\u00f3dio dos ratos que ro\u00edam as roupas dos doentes. Martinho prometeu-lhes que mataria a sua fome se sa\u00edssem daquela casa. E assim foi. O convento ficou \u201clivre\u201d dos ratos e Martinho nunca se esqueceu de lhes levar comida.<br>Lendas, talvez, de uma hist\u00f3ria que, em todo o caso, fala de um amor pelas criaturas, semelhante ao de S\u00e3o Francisco de Assis.<br>Martinho faleceu serenamente na noite de 3 de novembro de 1639. Em 1962, o Papa Jo\u00e3o XXIII o proclamou Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>fonte: vaticannews.va<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O MARTINHO DE PORRES, RELIGIOSO DOMINICANO O convento de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em Lima, era uma estrutura impressionante. Ali, no final de 1600, viviam 100 frades Dominicanos. Seu maior problema era financeiro.Certo dia, o prior decidiu fazer um pacote, com alguns objetos preciosos, e foi vend\u00ea-los para pagar as d\u00edvidas e ter um pouco de al\u00edvio. O jovem converso, encarregado dos afazeres mais humildes, por ser mulato, correu atr\u00e1s do prior e, sem f\u00f4lego, lhe disse: &#8220;N\u00e3o venda os objetos preciosos, mas me venda como escravo&#8221;. O prior, petrificado, comoveu-se e mandou de volta aquele jovem que via todos os dias com a vassoura na m\u00e3o e de bom humor, sem nunca se incomodar de ser &#8220;invis\u00edvel&#8221; pela comunidade. Cor da pele erradaAquele jovem, um pouco mais que adolescente, chama-se Martinho: \u00e9 de Lima, mas tinha a cor da pele errada, por ser a cor dos escravos. Sua m\u00e3e, Ana, era escrava, e tinha concebido Martinho por ter tido uma rela\u00e7\u00e3o com seu patr\u00e3o aristocr\u00e1tico espanhol, Juan de Porres. Uma hist\u00f3ria como tantas: uma mulher solteira com um filho ileg\u00edtimo, que era como inexistente. Mas Martinho era uma crian\u00e7a incomum: esperto, disposto, capaz, apesar de viver na mis\u00e9ria. At\u00e9 seu pr\u00f3prio pai o percebeu, n\u00e3o obstante lhe tenha dado as costas, por tantos anos, por causa da cor da sua pele. Quando se transferiu para o Panam\u00e1, para desempenhar o cargo de Governador, Juan de Porres reconheceu seu filho e dispensou v\u00edveres \u00e0 sua m\u00e3e para se manter com o menino, sem problemas. Dom de curarMartinho n\u00e3o foi apenas especialista em vassoura. Antes de entrar para o Convento, aprendeu, com alguns farmac\u00eauticos vizinhos, as primeiras no\u00e7\u00f5es desta profiss\u00e3o. Al\u00e9m do mais, por algum tempo, frequentou uma barbearia, um trabalho que, n\u00e3o raramente, era associado ao de um cirurgi\u00e3o. Desta forma, em um convento lotado, o rapaz teve muitas oportunidades para ser apreciado como barbeiro e por dar bons conselhos, do ponto de vista m\u00e9dico. Mas, seu dom mais cristalino era a sua f\u00e9, que transparecia pelo seu modo de ser. Demonstrou a sua f\u00e9 tamb\u00e9m com uma capacidade insuspeit\u00e1vel de transmitir o Evangelho aos pobres, que os entendia melhor que muitos outros. Como S\u00e3o FranciscoA fama de Martinho aumentou rapidamente. Ele lembrava bem as incurs\u00f5es dos conquistadores no Peru. Por isso, o frade conquistou os cora\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m de nobres e vice-reis. A ele s\u00e3o atribu\u00eddos sinais extraordin\u00e1rios. Mas, extraordin\u00e1ria era, certamente, a extens\u00e3o da sua caridade. A enfermaria do convento, onde tinha a capacidade de curar, n\u00e3o apenas o corpo, o tornou uma autoridade indiscut\u00edvel; muitas vezes, tornava-se casa provis\u00f3ria para migrantes e desempregados.Para as crian\u00e7as pobres, mandou construir um col\u00e9gio, o primeiro da Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m do mais, suscitava estupor tamb\u00e9m seu amor pelos animais, que os tratava com delicadeza e respeito. Tornou-se famoso o epis\u00f3dio dos ratos que ro\u00edam as roupas dos doentes. Martinho prometeu-lhes que mataria a sua fome se sa\u00edssem daquela casa. E assim foi. O convento ficou \u201clivre\u201d dos ratos e Martinho nunca se esqueceu de lhes levar comida.Lendas, talvez, de uma hist\u00f3ria que, em todo o caso, fala de um amor pelas criaturas, semelhante ao de S\u00e3o Francisco de Assis.Martinho faleceu serenamente na noite de 3 de novembro de 1639. 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